A aorta é a grande via por onde a vida circula: ela suporta a pressão do sangue que abastece todos os órgãos do corpo, por isso é tão importante fortalece-la com hábitos saudáveis de vida, como manter a pressão arterial controlada, não fumar, praticar atividade física regular, adotar uma alimentação equilibrada, controlar o colesterol e a glicemia, manter o peso adequado, reduzir o consumo de álcool e realizar acompanhamento médico periódico, especialmente em pessoas com fatores de risco cardiovascular.
Pode parecer muita coisa, mas quando esses hábitos são incorporados é natural e até prazeroso manter essa rotina.
Formação do aneurisma
Ela se dá quando uma parte dessa artéria começa a se dilatar além do normal, comprometendo o fluxo sanguíneo e, atenção: um pontos importantes sobre aneurismas é que eles não costumam se manifestar com dor ou sinais evidentes, ou seja são assintomáticos.
É justamente esse silêncio que torna o diagnóstico e o tratamento tão importantes.
Afinal, o que é o aneurisma da aorta?
O aneurisma da aorta é caracterizado pela dilatação progressiva da parede arterial, que perde sua resistência natural e se torna mais suscetível à ruptura.
Dependendo da localização, pode acometer a aorta abdominal ou a aorta torácica, sendo essa condição potencialmente fatal quando não tratada adequadamente.
O principal objetivo do tratamento é impedir a ruptura do aneurisma, reduzindo a pressão exercida pelo fluxo sanguíneo sobre a parede enfraquecida.
O que é o reparo endovascular (EVAR/TEVAR)
O reparo endovascular do aneurisma da aorta, conhecido pelas siglas EVAR (Endovascular Aneurysm Repair) para a aorta abdominal e TEVAR (Thoracic Endovascular Aortic Repair) para a aorta torácica, é uma técnica minimamente invasiva que permite tratar o aneurisma sem a necessidade de cirurgia aberta: o procedimento é realizado por meio de punções nas artérias, geralmente na região da virilha, por onde são introduzidos cateteres até o local da lesão.
Como esse procedimento protege a aorta?
Durante o procedimento, é implantada uma endoprótese, também chamada de enxerto de stent endovascular, no interior da artéria, estrutura que funciona como um novo canal para o sangue, redirecionando o fluxo sanguíneo para o lúmen da endoprótese, que passa a conduzir o sangue de forma segura.
Com isso, o saco aneurismático é excluído da circulação, deixando de receber a pressão direta do fluxo e reduzindo de forma significativa o risco de ruptura.
Vantagens do reparo endovascular
Uma das principais vantagens do EVAR e do TEVAR é o menor trauma cirúrgico, quando comparado à cirurgia convencional: por não exigir grandes incisões ou a abertura do tórax ou do abdome, o procedimento está associado a menor perda sanguínea, redução do tempo de internação, recuperação mais rápida e menor impacto fisiológico, especialmente em pacientes idosos ou com comorbidades.
Critérios para indicação do tratamento
Nem todos os aneurismas apresentam anatomia favorável para esse tipo de tratamento: fatores como o diâmetro do aneurisma, o comprimento e a angulação dos segmentos da aorta, além das condições clínicas do paciente, são determinantes para a indicação correta da técnica.
A importância do acompanhamento após o procedimento
Após o procedimento, o acompanhamento médico é fundamental: o seguimento inclui exames de imagem periódicos, como tomografia ou angiotomografia, para avaliar a posição da endoprótese, a exclusão completa do aneurisma e a ausência de vazamentos (endoleaks).
Esse monitoramento contínuo garante a segurança e a durabilidade do tratamento ao longo do tempo.
O reparo endovascular do aneurisma da aorta representa um avanço significativo na cirurgia vascular moderna ao criar um novo fluxo sanguíneo dentro da artéria de forma eficaz, segura e menos invasiva, para prevenindo a ruptura do aneurisma e, consequentemente, trazendo muito mais segurança e tranquilidade para os pacientes.